9 de junho de 2013

Mandioca será o alimento do século XXI



A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, conhecida pela sigla FAO, disse que a mandioca é um tubérculo com "grande potencial" e pode se transformar no principal cultivo do século 21 se for realizado um modelo de agricultura sustentável que satisfaça o aumento da demanda.

O modelo de agricultura promovido pela FAO, chamado "economizar para crescer", pode aumentar de maneira sustentável os rendimentos gerados pelo cultivo da mandioca em 400%, afirmou nesta terça-feira (28) comunicado da organização, com sede em Roma.

Para a FAO, este objetivo pode ser alcançado por meio da melhoria da qualidade e saúde da terra, ao invés do uso intensivo de produtos químicos. Da mandioca se obtém uma farinha de alta qualidade, que pode ser usada como substituta ao trigo.

Em lugar das monoculturas associadas normalmente aos sistemas agrícolas intensivos, o programa "economizar para crescer" estimula o cultivo misto, rotação de produção e o não uso de pesticidas químicos.

Segundo a organização, estas práticas deram resultados "espetaculares" em testes realizados no Vietnã, onde os camponeses aumentaram os rendimentos da mandioca em 400%.

Na Colômbia, a rotação do cultivo de mandioca com feijão e sorgo (tipo de cereal) impulsionou os rendimentos, o que não se tinha conseguido só com o uso de adubos minerais.

A FAO explicou que a produção mundial do tubérculo aumentou em 60% desde 2000 e se acelerará ainda mais na década atual.

Uma das razões que fomentam a demanda de mandioca é o elevado preço dos cereais, o que transforma o tubérculo em uma alternativa "atrativa" ao trigo e ao milho.

FONTE: ONU

Desmate em 2012 foi o menor já registrado



O desmatamento na Amazônia em 2012 foi mesmo o menor da história, segundo os dados consolidados divulgados nesta quarta-feira pelo governo federal e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Pelos cálculos do Inpe, 4.571 km² foram desmatados entre agosto de 2011 e julho de 2012, que é quando começa e termina o calendário de monitoramento por satélite.

Isso representa uma redução de 29% em relação ao mesmo período de 2010-2011 e de 84% em relação a 2004, quando foi lançado o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, que inclui uma série de ações de fiscalização, criação de áreas protegidas, regulamentação fundiária, incentivos econômicos sustentáveis e adequação de atividades agropecuárias.

Os números são do sistema Prodes, que produz as taxas oficiais anuais de desmatamento, com base em imagens de satélite de alta resolução - que levam mais tempo para serem processadas. Uma primeira estimativa da taxa, de 4.656 km², já havia sido divulgada em dezembro, mas o número oficial que entrará para as estatísticas é este divulgado ontem, mais refinado. Apesar da redução, a área desmatada ainda é grande: equivalente a três vezes o tamanho do município de São Paulo.

Vigilância

Um segundo sistema de monitoramento, chamado Deter, faz a observação da floresta com menor resolução, porém em tempo real, para orientar operações de fiscalização. Por esse sistema, há uma leve tendência de aumento no desmatamento acumulado desde agosto de 2012, em comparação com o período anterior, mas a diferença é pequena demais para fazer projeções.

O secretário Carlos Nobre, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ressaltou que o combate ao desmatamento continua como prioridade no plano de redução de emissões de gases do efeito estufa. "Não podemos relaxar um minuto nesse controle." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE; Estadão